A TEORIA DA ANOMIA NOS CRIMES CIBERNÉTICOS

THEORY OF ANOMIE APPLIED TO CYBERCRIME

  • Antonio Henrique Graciano Suxberger UniCEUB
  • Wilfredo Enrique Pires Pacheco UniCEUB

Resumo

O artigo tem como objetivo correlacionar a teoria da anomia inicialmente teorizada pelo Émile Durkheim e aplicada no âmbito da criminologia por Robert Merton aos crimes cibernéticos, especificamente em relação aos fenômenos de anonimato e dissociação da identidade física com a identificação virtual. Demonstra que a anomia social também pode ter como causas a evolução tecnológica e que determinados crimes, no caso, os cibernéticos, possuem como pressuposto essa perda da identidade física e dissociação com o meio social. Analisa, por meio da teoria da hiper-realidade de Baudrillard, a construção de um mundo cibernético com eficácia real, e identifica essa nuance sociológica de anomia como uma metanarrativa criminológica apta a caracterizar essas modalidades criminosas. A teoria da metanarrativa de Lyotard serve ao propósito de dar coerência a uma pluralidade de crimes cometidos por meio da tecnologia de informação, ao mesmo tempo que dá uma identidade própria a partir da criação desse ambiente virtual, significando essa categoria de crimes como um sistema com identidade e linguagem próprios. E conclui que a possibilidade do anonimato, ou uma tentativa de esconder a identidade física, facilitada pelo uso da tecnologia de informação, além de fomentar o crime cibernético, caracteriza-o como tal.

Publicado
2019-12-12
Como Citar
SUXBERGER, Antonio Henrique Graciano; PACHECO, Wilfredo Enrique Pires. A TEORIA DA ANOMIA NOS CRIMES CIBERNÉTICOS. DELICTAE: Revista de Estudos Interdisciplinares sobre o Delito, [S.l.], v. 4, n. 7, p. 104-125, dez. 2019. ISSN 2526-5180. Disponível em: <http://delictae.com.br/index.php/revista/article/view/105>. Acesso em: 27 maio 2020. doi: https://doi.org/10.24861/2526-5180.v4i7.105.